Arte tapajônica: desvende os segredos deste patrimônio artístico e cultural do Pará

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Os índios Tapajós viveram na região central da Amazônia, que hoje compreende o oeste do Pará e parte do Amazonas. Exímios escultores, eles criaram a arte tapajônica, um estilo de cerâmica único, que já pode ser visto em coleções de alguns dos principais museus do Brasil e do mundo.

Neste artigo, vamos explicar o que é a arte tapajônica e o que ela tem de tão especial. Continue lendo para entender!

As características da arte tapajônica

O primeiro segredo da arte tapajônica é a sua matéria-prima, isto é, a argila usada para as esculturas. Misturada com cauxixi, uma espécie de esponja encontrada nos rios da região, a argila ficava dura e leve, como ocorre, por exemplo, com a porcelana.

Os Tapajós usavam esse material para produzir, principalmente, vasos, pratos, estatuetas e cachimbos, entre outras peças. O estilo tapajônico apresenta uma modelagem rebuscada, que lembra as artes barroca e chinesa do período Qin, e se destaca na representação de pessoas e animais. No que difere, por exemplo, da arte marajoara, mais propensa a reproduzir padrões geométricos.

As peças mais conhecidas da cerâmica tapajônica são os vasos, que tinham função ritual em cerimônias fúnebres: os ossos dos mortos eram moídos e misturados com uma bebida alcoólica para serem consumidos pela tribo.

Outros destaques da arte tapajônica são as esculturas antropomórficas, isto é, que misturam características de seres humanos e animais, e os muiraquitãs, representações de um pequeno sapo da região, esculpidos em pedra verde. O muiraquitã era usado pelas mulheres como amuleto para evitar problemas de saúde e garantir a fertilidade.

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Há notícias da presença de peças de muiraquitã na Europa do século 18, para onde foram levados por viajantes que haviam se aventurado pela Amazônia. Os habitantes do Velho Mundo acreditavam que as peças eram capazes de evitar cálculos renais e epilepsia.

Com a extinção dos índios Tapajós, a sua cerâmica é o testemunho que restou de uma das maiores nações indígenas que já habitaram o Brasil.

A “descoberta” da arte tapajônica

As peças da arte tapajônica sempre fizeram parte da vida da população da região da cidade de Santarém, no oeste do Pará. Sempre que havia uma chuva mais forte, por exemplo, a enxurrada revelava peças, que eram coletadas e guardadas pelos moradores em suas casas. As peças mais antigas remontam há cerca de seis mil anos.

Em 1923, o alemão Kurt Nimuendaju visitou a região e levou a arte tapajônica para o mundo, chamando a atenção para o legado dos Tapajós. Hoje, as peças estão espalhadas pelo mundo, mas uma das maiores coleções está em Santarém mesmo, no Museu Municipal João Fona.

Neste post, explicamos o que é a arte tapajônica, como ela era produzida pela tradicional e poderosa nação Tapajó e por que ela é valorizada hoje por museus e colecionadores do mundo inteiro, que reconhecem a habilidade indígena de representar, de forma sofisticada, o universo cultural de uma civilização que não existe mais.

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