Descubra as incríveis mudanças de Alter do Chão no inverno

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Se você já leu algum dos textos do nosso blog, sabe que a alta temporada do Caribe Amazônico é no período da seca, no segundo semestre do ano —, mas isso significa que Alter do Chão no inverno não vale a pena?

Podemos adiantar que continua sendo um lugar lindo, embora diferente. Neste post, vamos explicar quais são os encantos da região quando as águas estão altas e a natureza se transforma.

A vez da Floresta Encantada

No primeiro semestre, é a época do inverno amazônico. Chove muito em toda a região e as águas sobem. Em Alter do Chão, isso significa que as praias praticamente desaparecem. A Ilha do Amor, principal ponto do turístico da vila, retrocede a apenas a um filete de areia, com os quiosques, que fazem tanto sucesso no verão, parcialmente encobertos pelo rio. A travessia, feita a pé no verão, só com ajuda dos canoeiros locais.

Parte da floresta também fica submersa nessa época do ano. No Caranazal, que fica nas proximidades do Lago Verde, o labirinto formado pelas árvores ganhou o sugestivo nome de Floresta Encantada. Para chegar lá, contrate uma canoa. O preço varia, mas, em média, para um passeio de uma hora, em uma canoa de quatro lugares paga-se entre 30 e 50 reais — depende da demanda.

O visual é inacreditável. A água cristalina do Tapajós — o rio de águas verdes — funciona como um espelho que reflete o céu e as copas das árvores que emergem e se misturam com as raízes daquelas que ficam nas regiões mais altas. O silêncio proveniente do encantamento de quem tem essa experiência, somado ao canto dos pássaros, complementa uma das mais intensas experiências que se pode ter em meio à natureza.

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Um encontro com a natureza

O período das cheias não significa somente o crescimento das águas. Nessa época, devido ao ciclo da reprodução, também é possível observar os animais da região com mais facilidade, especialmente os pássaros. Os braços do rio e igarapés funcionam como estradas que dão acesso a regiões pouco exploradas na época da seca.

No rio aberto, botos cinza e cor-de-rosa são facilmente encontrados e chegam até pertinho da orla de Santarém e de Alter do Chão, em busca dos restos de peixe de que se alimentam. No meio do caminho entre a vila e a cidade de Santarém, sede do município de mesmo nome, o encontro das águas verdes e marrons, do Tapajós e do Amazonas, ganha volume e intensidade.

Hora de passear na Flona

Ir à Floresta Nacional do Tapajós (ou, simplesmente, Flona) é um passeio que pode ser feito durante o ano inteiro, mas que, sem a concorrência das praias, ganha importância no período das chuvas.

Lá é possível, entre outras atividades, passear de canoa, conhecer os moradores das comunidades locais e aprender com eles sobre as riquezas da floresta, ver como os seringueiros locais extraem o látex, fazer trilhas pela região — uma delas com a possibilidade de pernoitar na floresta — e, claro, fazer muitas fotos nos cartões-postais do local, como a gigante seringueira Vovó.

Saindo de Alter do Chão, chega-se à Flona por terra ou por barco. Algumas trilhas são pagas e grupos maiores do que dez pessoas devem obter autorização prévia para o passeio.

Ao visitar Alter do Chão no inverno, duas coisas são garantidas. A primeira é a chuva amazônica, um temporal intenso e normalmente de curta duração. A outra será o encantamento que você vai levar para o resto da vida. Quer saber mais sobre esse paraíso no norte do Brasil? Siga a gente no Facebook.   

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