12 FESTAS POPULARES DO ESTADO DO PARÁ QUE VOCÊ DEVE CONHECER

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O estado do Pará oferece muito mais do que apenas uma bela paisagem, natureza e praias paradisíacas. Existem outras riquezas locais, como as festas populares da região. Essas festividades têm grande importância para a população local e costumam atrair turistas de todas as partes do país e até do mundo. 

Repletas de músicas, danças e cores, as manifestações culturais do estado são muito autênticas. Entre as tradições mais apreciadas estão os folguedos populares, que, entre outros significados, representam uma oportunidade para o povo paraense preservar suas raízes. 

Com uma mistura de alegria, dramaticidade e muita comemoração, os eventos históricos são realizados em datas marcadas. Confira algumas das festas populares mais tradicionais do estado!

1. O Círio de Nazaré

Com início em 1792, o Círio de Nazaré é uma procissão feita em Belém no segundo domingo de outubro. Considerada a maior manifestação religiosa católica do país e um dos maiores eventos sagrados do mundo, o acontecimento chega a reunir cerca de dois milhões de devotos em todos os cultos e procissões.

A devoção à Nossa Senhora de Nazaré teve início com a pregação dos padres jesuítas no Norte do Brasil, no século XVII. Segundo relatos, um caboclo que passava por Igarapé Murutuco, encontrou uma imagem da Nossa Senhora de Nazaré, que se assemelha à estátua encontrada em Portugal — reforçando a devoção na santa.

A romaria tem início na sexta-feira, quando a imagem da padroeira é levada de Belém até as cidades vizinhas de Ananindeua e Marituba. No sábado, a imagem é levada até Icoaraci, de onde ela retorna à Belém.

Muito além da devoção, o Círio de Nazaré traz a união das pessoas que também são manifestadas na dança, no teatro, na música e no cortejo.

2. A Marujada

Com forte apelo popular e cultural, a Marujada de Bragança é uma dança religiosa em comemoração à criação da Irmandade de São Benedito, que acontece na cidade de Bragança, à 228 km de Belém.

No século XVI, atendendo ao pedido dos escravos, os senhores brancos criaram a Irmandade e, como forma de celebrar, os escravos saíram dançando pelas ruas. A Marujada é composta por mulheres que dançam em duas filas e os homens que as acompanham tocando instrumentos.

As apresentações acontecem entre os dias 25 de dezembro e 6 de janeiro e trazem muita música e dança. No dia 25, o traje das mulheres são as saias azuis e os homens usam a camisa também de cor azul. Na comemoração de São Benedito, que é dia 26, as mulheres passam a vestir saias vermelhas e os homens trajam roupas brancas.

Durante a celebração, sete tipos de danças regionais são exibidas. Além do tradicional xote bragantino, onde a rabeca acompanha a sanfona, o triângulo e a zabumba, também se dança a roda, a valsa, o chorado, a mazurca, o retumbão e o bagre. 

3. A Festa do Çairé

Comemorado no mês de setembro, em Alter do Chão (distrito localizado a 1.358 km de Belém), a Festa do Çairé é uma festividade introduzida nas missões religiosas que os jesuítas fizeram à Amazônia no século XVII.

Contudo, ao longo dos anos, as manifestações religiosas foram se misturando à cultura indígena, pois os moradores da vila descendem dos índios Borari. Dessa forma, a comemoração dura cerca de quatro dias.

No período, as rezas e ladainhas religiosas são feitas durante o dia, enquanto à noite, shows e apresentações de dança típicas, como o confronto dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, são realizadas. A festividade faz a união dos elementos religiosos e profanos da cultura local.

Essa festa constitui um importante produto turístico cultural, capaz impactar positivamente a ocupação de estruturas turísticas de Alter do Chão no terceiro fim de semana de setembro. 

4. Arraial do Pavulagem

Em Belém do Pará, os festejos de São João vão além da tradicional exibição de quadrilhas juninas. A cultura popular da região tem seu lugar garantido com o Arraial do Pavulagem, que arrasta pelas ruas da cidade um público entusiasmado de cerca de 20 mil pessoas a cada fim de semana durante o mês de junho. 

O evento teve início há mais de 30 anos com a união de um grupo de músicos, dançarinos, bonecos cabeçudos e foliões que convidavam o público a brincar e homenagear o Boi-Bumbá, figura tradicional da cultura nortista. Os ritmos da quadra junina — como o siriá, o carimbó, os xotes e as toadas de boi — misturam-se aos sons da Amazônia e dão o tom ao arrastão.

A população participa da festividade enfeitada com chapéus de palha e fitas coloridas acompanhando o cortejo que traz diversos elementos como mastros, bandeiras de santos, pernas de pau e demais adereços juninos.

Os ritmos, os cantos e as danças — juntos aos demais artigos da comemoração — se unem com o único objetivo de reunir e alegrar toda a cidade, valorizando ainda mais as tradições e a cultura da região amazônica e mantendo viva a memória cultural do Norte do Brasil.

5. Boi de Máscaras

Realizado em São Caetano de Odivelas, município localizado no Nordeste do Pará, os bois mascarados ganham as ruas da cidade numa espécie de Carnaval junino. Animados pelo frevo, os participantes conduzem o boi pela folia acompanhado de outros personagens típicos da cultura regional, como os vaqueiros e os bonecos cabeçudos. 

Tudo começou na década de 1930, quando um grupo de pescadores teve a iniciativa de levar o boi para desfilar pelas ruas da cidade às margens do rio Mojuim. O episódio fez tanto sucesso que entrou para o calendário festivo do município, e, além de marcar presença nas festividades juninas, também se transformou em arrastão de Carnaval. 

Atualmente, as tradicionais quadrilhas e grupos folclóricos abrem espaço para o boi mascarado marchar ao lado de foliões, músicos, dançarinos e bonecos cabeçudos. Ritmada pelas bandas de fanfarra e contagiada pela alegria do povo de Odivelas, a manifestação cultural é uma das mais animadas e peculiares de todo o estado.

6. Festribal

Realizado sempre no mês de julho, o Festival das Tribos Indígenas de Juruti — cidade do Baixo Amazonas — costuma atrair um animado público disposto a assistir à apresentação e disputa das tradicionais tribos folclóricas Munduruku e Muirapinima.

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A solenidade retrata a cultura indígena por meio de diversas manifestações e elementos culturais, como a arte cênica e suas danças, músicas, rituais e alegorias. Os grupos participantes, por sua vez, têm grandiosas estruturas teatrais, como efeitos de som, iluminação e fantasias repletas de movimentos, cores e detalhes.

Inspirado no modo de vida do caboclo, dos pescadores e em seus costumes, o evento foi criado a partir da ramificação do Festival Folclórico de Juruti que apresentava espetáculos de quadrilhas, carimbó e o tradicional personagem bumba-meu-boi.

7. Círio Noturno de Santo Antônio

Todo primeiro domingo do mês de agosto, o município de Oriximiná — localizado no Oeste do estado do Pará — celebra o Círio Noturno de Santo Antônio em homenagem ao padroeiro local.

Fiéis de diversos lugares do país se deslocam até a região para prestigiar os 15 dias de festividades repletas de atrações culturais e movimentos sociais. Em cada noite, uma comunidade católica assume a liturgia, enquanto as partes sociais e culturais são planejadas e organizadas pelas equipes de serviços responsáveis pelo evento.

Considerada a maior manifestação religiosa do Oeste do estado, o Círio tem início com uma balsa que transporta a imagem de Santo Antônio. Em seguida, diversas canoas enfeitadas com bandeirinhas coloridas acompanham o cortejo fluvial até o porto da cidade. 

A procissão é seguida pelos devotos por um trajeto de casas enfeitadas até a Igreja Matriz para a realização da Santa Missa. Ao término da celebração, o público segue para o animado festejo. 

8. Quadrilhas do Pará

Originalmente, a quadrilha é uma manifestação cultural europeia que chegou ao Brasil por meio dos colonizadores da Amazônia, porém, o povo nortista reinventou a dança de acordo com a sua criatividade. Assim, surgia a quadrilha junina, um costume que se espalhou por todo o país.

No Pará, a quadrilha é uma das maiores festas populares, e, que têm o objetivo de estabelecer amizades e inspirar novos amores, transformando junho no mês do namoro, mês do amor.

As quadrilhas se tornaram tão importantes para a cultura que a Prefeitura de Belém fundou um festival anual, para premiar os melhores grupos adultos e infantis. A competição ocorre durante todo o mês de junho.

9. Carros dos Milagres

Os Carros dos Milagres são um símbolo da procissão do Círio de Nazaré, que é realizada há mais de duzentos anos em Belém, no segundo domingo de outubro.

Ao total, são 13 carros que representam e carregam as promessas dos devotos: Carro de Plácido, Barca dos Escoteiros, Barca Nova, Cesto de Promessas, Barca com Velas, Barca Portuguesa, Barca com Remos, Carro Dom Fuas, Carro da Santíssima Trindade e quatro Carros dos Anjos.

Ao longo da procissão, os fiéis depositam promessas, expõem a sua fé e agradecem à Nossa Senhora de Nazaré por pedidos alcançados.

10. Cantação de Rua

A Cantação de Rua é um tradicional desfile que ocorre aos domingos do mês de junho, celebrando o mês do Festival do Nordeste no Brasil. Realiza-se uma grandiosa manifestação cultural pelas ruas de Belém, com organização pela Associação Arrastão do Pavulagem.

No Norte e Nordeste do país, as ruas ficam decoradas e coloridas para esta época do ano — o mês de São João — que é uma festa única, e, no final do desfile, há shows de artistas locais.

11. Carnaval

A maior e mais popular manifestação cultural do Brasil não podia ficar de fora dessa lista, o Carnaval é uma festa que acontece anualmente em todo o país durante o mês de fevereiro, e, no Pará não é diferente.

Hoje, em Belém, a folia se destaca com os blocos de rua, que reúnem milhares de pessoas pelas ruas da cidade e, os desfiles das escolas de samba.

Porém, engana-se quem pensa que as festividades só ocorrem no mês de fevereiro, assim que um novo ano se inicia, surgem eventos de pré-carnaval na cidade.

12. Boi-Bumbá de Belém

O Boi-Bumbá é uma figura folclórica onipresente nos municípios paraenses, e, no mês de junho retrata a tradição da comemoração pelo dia de São João.

Na metade do século XIX, o Boi-Bumbá agrupava os escravos em um folguedo que representava a luta de classes na sociedade colonial. Assim, se tornou uma das manifestações mais genuínas da cultura paraense.

A festa do boi foi idealizada durante a escravidão no Brasil e permanece até os dias atuais. Em Belém, existem grupos tradicionais de Boi-Bumbá que mantém o legado e desfilam orgulhosos pelas ruas da cidade, como: Pingo de Ouro, Pai da Malhada, Flor do Campo, Flor do Guamá, Flor da Noite, Caprichoso, Tira-Fama e Estrela Dalva.

Viu só? O Pará é um caldeirão repleto de magia e expressividade cultural. Em uma mistura de cores, tradições e significados, as festas populares do estado promovem a integração do seu povo e encantam os turistas que viajam para a região em busca de novas e ricas experiências.

Por isso, visitar o Pará é descobrir todos esses segredos e se encantar com as suas belezas naturais, cenários paradisíacos e tradições culturais. Se você deseja conhecer cada vez mais sobre esse estado único, assine a nossa newsletter, e, receba todas as novidades em primeira mão.

 

 

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