Saiba como é o passeio na Floresta Nacional do Tapajós

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A região Norte do Brasil, principalmente a Amazônia paraense, ainda é muito desconhecida por moradores de outras regiões do país. Essa é uma área rica em biodiversidade e cultura, além de ser pedido certo para quem gosta de relaxar em meio a belezas naturais e deseja conhecer lugares mais afastados de grandes centros urbanos.

A Floresta Nacional do Tapajós é um exemplo dessa imensidão de riqueza natural que o Norte do país representa. Há muitos pontos turísticos ao longo do Rio Tapajós, sendo a vila de Alter do Chão o mais conhecido e bem estruturado.

Está pensando em conhecer novos lugares e quer ter mais contato com a natureza? A Floresta Nacional do Tapajós (FLONA) é uma ótima opção para você. A seguir, explicaremos um pouco mais sobre a FLONA e como um passeio lá costuma ser feito. Continue a leitura!

Floresta Nacional do Tapajós

A FLONA é uma Unidade de Conservação gerida pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Por meio dessa administração, a área que compreende a Floresta Nacional do Tapajós utiliza meios sustentáveis para o desenvolvimento comunitário da região e para sua conservação. Ela também contribui para a promoção cultural e regional.

Essa unidade delimitada compreende mais 160 quilômetros e uma imensa variedade natural, como rios, morros, campos, planaltos, floresta, açaizais etc. Além disso, existem atrações como as praias ao redor do Rio Tapajós, trilha nas matas, árvores nativas, como a Sumaúma Vovó, e a população que já habitava a região antes da criação dessa Unidade de Conservação.

Tem área total de 530.620 hectares, nos territórios das cidades de Aveiro, Placas, Belterra e Rurópolis. O principal acesso é pelo município de Belterra, a cerca de 50 quilômetros de Santarém, que é a terceira maior cidade do Pará.

Percurso

O passeio até a Floresta Nacional do Tapajós pode durar um dia inteiro. Pela manhã, um barco sai de Alter do Chão e faz paradas de banho nas praias que ficam ao longo do rio. O segundo momento é reservado para trilhas, que duram de 4 a 6 horas (19 quilômetros) pela mata.

Durante o percurso, é possível observar diversas árvores de grande porte, até que se chegue a Sumaúma Vovó. Além dela, há outras espécies pelo caminho, como Pequiá, Breu Branco, Embaúba e a famosa Seringueira.

Atrativos

Trilhas na floresta, nadar nos igarapés, visitar as praias e as comunidades locais são os principais atrativos da região. Isso tudo potencializado pela conexão que se cria entre natureza, cultura local e a curiosidade do visitante.

Além dessas atrações habituais, ainda é possível participar de manifestações artístico-culturais, como o Festival das Águas, as rodas de carimbó, o Festival Borari, a Festa da Padroeira, o Carnalter e o Sairé.

Para quem quer conhecer ainda mais a região, há ainda a Cidade de Belterra, originada de uma agrovila do projeto de Henry Ford (fundador da Ford), que visava a produzir borracha na Amazônia.

A beleza natural e a riqueza cultural de um lugar ainda pouco conhecido fazem da Floresta Nacional do Tapajós um excelente atrativo para o turismo cientifico. Não se esqueça de se organizar antes da viagem e planeje bem os passeios.

É fundamental levar protetor solar e repelente para não passar apuros! Além disso, recomenda-se usar calças e camisas de mangas compridas e calçados seguros. Assim, você se protege dos pernilongos ou de pequenos insetos.

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Imperdíveis, também, são os objetos confeccionados a partir de elementos naturais e o modus vivendis dos caboclos.

Comunidades

Este é um tipo de passeio que pode ser feito em qualquer época do ano, pois além das belezas naturais, você pode visitar as comunidades que estão envolvidas nas atividades de ecoturismo da região. Entre elas, estão Jamaraquá, Tauari, Prainha, Pini, Paraíso e Itapuama.

Nessas visitas, pode conhecer os projetos comunitários e de pesquisa, fazer passeios e ter contato mais próximo com a cultura local. É importante sempre ter o acompanhamento de um guia local durante essas atividades. Lembre-se, também, de recolher o lixo produzido durante o passeio.

Um diferencial da ida à Floresta Nacional é que você terá acesso aos projetos das comunidades sobre a promoção do uso sustentável dos recursos naturais. Um dos destaques é o Manejo Florestal Comunitário, realizado em uma área especialmente reservada para esse fim, uma referência de uso sustentável da floresta.

Conhecer a comunidade local é uma atividade interessante para toda a família e contribui para que o turista tenha acesso a projetos, produtos e serviços diversificados, de acordo com os recursos naturais e humanos da região.

Entre as diversas iniciativas de uso sustentável com envolvimento comunitário, estão extração do látex e de óleos de andiroba e copaíba, e produção do couro ecológico a partir do látex. Além disso, biojóias, móveis artesanais, comercialização de frutas in natura (açaí), produção de polpas e licores, de farinha e de mel, criação de peixes e turismo de base comunitária.

Valores de ingresso

Antes de tudo, é preciso você saber que, para entrar na FLONA, é preciso ter autorização do Instituto Chico Mendes e comprar os ingressos. O ICMBio tem escritório em Santarém, mas o ideal é adquirir no posto que fica na estrada para a floresta, na Comunidade de São Domingos.

A visitação ocorre durante todo o ano, mas o período ideal é de julho a dezembro, quando as praias são muito procuradas. O horário é integral, com exceção da Comunidade de São Domingos, que limita o passeio das 8h às 18h.

Segundo informações do site Wikiparques, os ingressos custam R$13,00, com as seguintes variações:

  • Desconto Brasil (50% para brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil) — R$6,50;
  • Desconto Entorno (90% para moradores dos municípios de Santarém, Mojuí dos Campos, Belterra, Aveiro, Rurópolis e Placas) — R$1,30;
  • brasileiros maiores de 60 e menores de 12 anos — isentos.

Há duas formas de aquisição de ingressos para os visitantes:

  • no escritório do ICMBio — Avenida Tapajós, 2201, Laguinho, em Santarém. Contatos: flonatapajos.pa@gmail.com e (93) 3522-0564;
  • Nas 07 (sete) bases de monitoramento — cinco localizadas nos quilômetros 67, 72, 83, 117 e 211 da rodovia BR-163, uma no corredor ecológico e uma na Comunidade São Domingos.

Agora que você já conhece vários detalhes sobre o passeio na Floresta Nacional dos Tapajós, já pode começar a programar a sua viagem de férias com a família para conhecer este magnífico cenário natural e suas belezas. Além disso, terá acesso às comunidades e aos seus projetos de sustentabilidade que ajudam a preservar o meio ambiente.

Reserve sua hospedagem em um hotel que esteja estrategicamente situado em Alter do Chão para que você tenha acesso fácil a todo o seu roteiro de viagem. Além da comodidade, conforto e contato com a natureza, o espaço tem uma praia privativa para os hóspedes.

Gostou de conhecer um pouco sobre a floresta? Também ficou interessado em Alter do Chão? Não perca tempo e entre em contato conosco para podermos esclarecer possíveis dúvidas e ajudar no planejamento do seu passeio!

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