Saiba mais sobre o artesanato do Pará e seus itens mais simbólicos

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O Pará é cercado por belezas naturais, onde suas matas, igarapés e mangues parecem ter sido modelados em todos os detalhes pelos rios que cortam a região. E, entre os vários encantos do estado, o artesanato do Pará ganha destaque por ser um dos seus mais importantes elementos culturais.

A principal característica dessa tradicional arte paraense é a sua origem indígena. As peças, confeccionadas com uma riqueza enorme de traços únicos, apresentam costumes que vão ganhando novas marcas com o passar do tempo, sem perder sua identidade e os traços originais.

Então, se você está de malas prontas para conhecer essa região, vale a pena ver de perto essa cultura que passa de geração a geração. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e confira alguns dos principais itens que simbolizam o rico artesanato do Pará!

A história do artesanato do Pará

Índios, caboclos, gente da terra, gente de história. A cultura do artesanato do Pará não nasceu ontem, nem antes de ontem, mas, sim, há muitos anos, sendo uma arte milenar. Com tanta riqueza de materiais vindos da natureza e com a facilidade com que os indígenas sempre criam artefatos em geral, esses objetos nasceram para o uso do dia a dia e para a decoração.

Hoje, o que se vê é ainda uma forte presença dessas criações, que fazem parte do cotidiano paraense e representam um dos artesanatos mais importantes do Brasil, em razão da sua beleza, da história e da ancestralidade.

Para produzir os artigos, os artistas utilizam diversos tipos de materiais retirados da própria região amazônica e que são representados por vários ramos artesanais, como cestaria, esculturas em madeira, miriti, couro, fibras vegetais e raízes aromáticas. Tudo feito um a um, pelas mãos de paraenses dedicados a essa cultura milenar e que encanta tanta gente.

O artesanato do Pará

Para entender um pouco sobre essa rica arte da região Norte, em específico o artesanato do Pará, separamos, abaixo, alguns dos mais conhecidos e populares objetos. Veja só.

Cestaria

Herdada dos ancestrais indígenas da região, a cestaria paraense é uma das atividades artesanais mais tradicionais do estado. A técnica utilizada na confecção é passada de geração a geração por meio do uso de fibras de árvores nativas da Amazônia, como miriti, cipó titica, tururi e tucumã.

A tradição de entrelaçar fios foi recebida dos índios e a arte está presente em quase todos os municípios do Pará. Com muita destreza, os artesãos confeccionam as mais variadas peças, como leques, bolsas, peneiras, utensílios de cozinha, objetos de decoração, e claro, as populares cestas.

Além de valorizar a cultura local, a cestaria ainda fortalece sua economia, pois a atividade representa uma importante fonte de renda e emprego a artesãos e comerciantes do estado.

As cuias de Santarém

As cuias de Santarém são outro ícone artesanal paraense considerado patrimônio cultural da região. Heranças dos primeiros habitantes, as peças são produzidas a partir dos frutos retirados de uma árvore nativa conhecida como “cuieira” e finalizadas por moradores locais que dedicam um tratamento especial aos objetos.

Depois de limpas e secas, as cuias são ornamentadas com pinturas e desenhos que procuram retratar o ambiente e o modo de vida que levam no lugar, além das belas paisagens e dos traços culturais da região.

Como principal uso, as cuias podem servir alimentos para refeições diversas, como o Tacacá, ou, até mesmo, como enfeite para as casas. Há ainda quem use esses objetos para o banho, tão popularmente conhecido como “banho de cuia” na região.

O miriti

Tradicional na cultura do estado, o artesanato de miriti encanta turistas que visitam o Pará em qualquer período do ano, mas, principalmente, na época do Círio de Nazaré — afinal, as peças levam cor e leveza à popular festa.

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A principal matéria-prima para a confecção dos objetos é uma palmeira abundante na região amazônica, conhecida como miriti. Com a madeira, os artesões produzem brinquedos, objetos decorativos e lembrancinhas, como barcos, bonecos, animais e cata-ventos.

O resultado apresenta toda a sensibilidade artística dos produtores locais e a beleza do universo que os cercam. Vale a pena dizer também que o miriti é tão importante para a região que, durante todo o ano, há exposições fixas e itinerantes em galerias pela capital, Belém, e em outras cidades, pelo interior do estado.

Inclusive, é bom colocar uma visita a galerias com exposições locais no seu roteiro, pois, com certeza, valerá a pena passar por alguma delas enquanto estiver na região.

A balata

O artesanato de balata é produzido a partir de uma goma semelhante ao látex de seringueira, que permite a confecção artesanal de artigos similares aos de borracha.

Os artesões que confeccionam os objetos procuram representar os costumes indígenas, mitos da Amazônia, além da fauna e floral local. As miniaturas coloridas e lúdicas atraem principalmente as crianças, devido à sua maleabilidade e à variedade de cores.

O tururi

Resistente e flexível, essa fibra natural vegetal é utilizada para confeccionar objetos, quadros e artigos, como bolsas, sacolas, chapéus, carteiras, bonecos, pastas e, até mesmo, roupas.

Originário de uma palmeira chamada ubuçu, o material de cor castanha dá forma a exóticos utilitários de moda e a peças decorativas, sendo considerado um dos principais itens do tradicional artesanato do Pará.

Apesar de todo o estado ser popular por essa bela e delicada arte, alguns lugares são ainda mais conhecidos por apresentarem alguns dos mais importantes elementos típicos da região, como a vila de Alter do Chão.

Localizado no coração da Amazônia, o vilarejo é formado por praias de areias brancas e águas doces e cristalinas, que resultam em um verdadeiro espetáculo de cores e encantos. Além disso, o lugar é o destino certo para quem pretende conhecer de perto o diversificado artesanato local.

O Muiraquitã e os amuletos da sorte

A lenda do Muiraquitã remonta a uma época em que as tribos viam seus grandes guerreiros saírem para a caça e demorarem dias em meio à floresta fechada. Para que esses índios estivessem sempre protegidos e confiantes de que suas companheiras estavam à sua espera, as índias confeccionavam amuletos da sorte em formato de sapo, o Muiraquitã.

Para a produção, elas iam até o fundo do rio e buscavam pedras, como a jade, que é verde como os sapos, ou, até mesmo, a própria argila, para moldarem o animal (que também poderia ser uma tartaruga) e criarem cordões para serem colocados nos índios guerreiros.

Hoje, essa lenda persiste e é muito popular, sendo que o Muiraquitã virou artigo para ser presenteado a quem se gosta ou para quem se deseja coisas boas, então, a cultura ainda é a mesma: é preciso ganhar um amuleto desses para que ele tenha toda a força de proteção e energias positivas.

Depois de conhecer melhor sobre a cultura paraense, você percebe o quanto ela é uma das mais ricas do país? Com suas belezas naturais, a gastronomia única e os lugares deslumbrantes, a região encanta turistas do mundo todo. Vale a pena fazer uma visita de, pelo menos, alguns dias pelas principais cidades do estado, reservando um tempinho para ver de perto o artesanato do Pará! Que tal, já colocou essas dicas na sua lista de coisas a conhecer?

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